quinta-feira, 19 de setembro de 2019

A educação precária no Brasil

 
  O deputado estadual Georgeo Passos, Cidadania, visitou escolas da rede pública estadual que estão instaladas na cidade de São Cristóvão. E o parlamentar ficou preocupado com o que encontrou nessas fiscalizações: falta de profissionais e estrutura precária para atender os milhares de alunos que saem de casa todos os dias com o intuito de aprender.

Foram visitadas as escolas estaduais Professora Glorita Portugal, no Eduardo Gomes, Senador Paulo Sarazarte e Padre Gaspar Lourenço, na sede do município. Em todas, o cenário era de salas de aulas com quadros e cadeiras mal cuidadas, além da falta de profissionais. “Falta o básico”, revela Georgeo Passos.

  “Nessas visitas, ficou claro que as escolas do Estado estão passando por um momento ruim em relação a sua estrutura, mas também estão sofrendo com a falta de servidores. Sabemos da grande deficiência do quadro de apoio. Faltam pessoas para fazer a limpeza e a merenda. E isso acontece em vários colégios da rede estadual”, garantiu o parlamentar.

  E isso afeta a rotina dos estudantes. No dia em que o deputado realizou a visita, os alunos não receberam alimentação na Escola Glorita Portugal. Não por falta de comida, mas por que a merendeira não comparece ao trabalho há vários dias, deixando mais de 400 alunos do turno da manhã sem o direito de comer.

Há muitos desafios a serem enfrentados na Educação brasileira em 2019. Posicionado entre os 10 países mais desiguais do mundo, o Brasil possui quase 12 milhões de analfabetos e mais da metade dos adultos entre 25 e 64 anos não concluíram o Ensino Médio. São quase dois milhões de crianças e jovens de 4 a 17 anos fora da escola e 6,8 milhões de crianças de 0 a 3 anos sem vaga em creche.

Os dados mostram que há sérios problemas com a alfabetização na idade certa, as crianças e jovens não aprendem o que é esperado, a evasão escolar no ensino médio é grave e não há um projeto estruturado para a formação e a carreira docente. Esse cenário crítico é fruto de décadas de descaso, em um país que nunca colocou a Educação entre as prioridades da agenda política nacional. Esse é o legado que fica para 2019 e que o novo governo tem o desafio de modificar.

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