quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Genocídio da população negra no Brasil

  A política de segurança pública do governador (Wilson Witzel) do Estado do Rio de Janeiro assassinou pelas mãos da polícia seis jovens negros em cinco dias (Agosto).

  Na quinta-feira 08/08, a polícia fez uma operação militar no morro do Borel pela manhã. Era pra ser mais um dia de ida a escola, mas foi marcado pela violência policial tirando a vida de um jovem cheio de sonhos. Gabriel 18 anos, acordou na quinta-feira (8) com tiros, era uma operação no morro onde morava, esperou um tempo para o tiroteio passar, para sair de casa e ir para a escola, porém foi atingindo por um tiro no peito no ponto de ônibus.

  Gabriel era um jovem negro, pobre e morador de favela, que teve sua vida arrancada por essa política mascarada de guerra as drogas com operações policiais dentro das favelas, que é a principal causa das violências e assassinatos cometidos pela polícia de Witzel. Dona Rosimar, mãe de Gabriel expressou em entrevista logo depois da morte de seu filho que Gabriel era carinhoso, estudioso, apaixonado por esportes e sonhava mudar de vida.

  Notícias como essa só escancaram a exposição de crianças e jovens negros à violência, e mostram que uma medida precisa ser tomada urgentemente, o governo não pode mais ignorar a existência desses problemas.

  A escravidão deixou resquícios de exclusão e desigualdade racial em nossa sociedade, o que impulsiona o genocídio da população negra em massa.

  A possibilidade de jovens negros serem assassinados no Brasil é 2,88 vezes maior do que a de jovens brancos, segundo a 5ª edição do Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), divulgada no ano passado. E os adolescentes do sexo masculino apresentam um risco 11,92 vezes superior ao das meninas, sendo a arma de fogo o principal meio utilizado nos crimes.
  Os dados mostram que as principais vítimas de assassinatos no Brasil são os negros. Por dia, são 63 assassinatos de jovens negros no Brasil, totalizando 23 mil mortes por ano.
  
  Diariamente são centenas de assassinatos sem justificativa plausível, tiros dados sem resposta. Mães de jovens negros moradores de favelas no Rio de Janeiro estão cada vez mais angustiadas, com um medo enorme de perder seus filhos.

 Se torna cada vez mais comum ler notícias sobre mortes supostamente acidentais durante as operações militares, onde morrem até mesmo crianças.


 Já há alguns anos que a população negra vem promovendo manifestações com o slogan ‘parem de nos matar’. Alguns vêm se organizando em movimentos como o ‘Vidas Negras Importam’, inspirado no movimento americano ‘Black Lives Matter’.



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