Os temas discutidos no jornal são de extrema importância e impacto social, temas que precisam ser discutidos para a conscientização de todos.
Para compreender movimentos e manifestações é necessário estudar sobre os grandes filósofos e suas teorias, que nos fazem compreender a relação entre política e estado, a oposição ao governo e entre outros.
O liberalismo precisa ser estudado para assim mostrar a divisão do trabalho como elemento essencial para o crescimento da produção do mercado.
Como socialismo marxista tinha como fundamento teórico a luta de classes, a evolução proletária, a teoria da evolução socialista e entre outros é importante sabermos que nossa sociedade lutou e continua lutando pelos nossos direitos. Assuntos como esses são de importância histórica.
O anarquismo se opõe a todo tipo de governo e dominação, o que particularmente acho radical, pois não imagino como seria a organização de uma sociedade sem um governo e suas leis, porque o ser humano a muito tempo tem se acostumado a ser dominado, em muitas vezes o domínio é até mesmo imperceptível.
Problemas sociais como racismo e a educação de péssima qualidade afetam mesmo que de forma indireta todos de nossa sociedade, ainda que atinja outros de forma bem mais agressiva. Debater esses assuntos é chamar a atenção para eles e cobrar o governo para que ocorram mudanças.
Muitas pessoas acham que a política não deve ser discutida, e essa tem sido a razão da alienação das pessoas em relação aos seus direitos. Aprender sobre os seus deveres e direitos, democracia e políticas públicas faz de você um cidadão com um voto consciente, assim tendo a oportunidade de fazer uma sociedade melhor.
Filosofia em foco
sexta-feira, 20 de setembro de 2019
quinta-feira, 19 de setembro de 2019
Genocídio da população negra no Brasil
A política de segurança pública do governador (Wilson Witzel) do Estado do Rio de Janeiro assassinou pelas mãos da polícia seis jovens negros em cinco dias (Agosto).
Na quinta-feira 08/08, a polícia fez uma operação militar no morro do Borel pela manhã. Era pra ser mais um dia de ida a escola, mas foi marcado pela violência policial tirando a vida de um jovem cheio de sonhos. Gabriel 18 anos, acordou na quinta-feira (8) com tiros, era uma operação no morro onde morava, esperou um tempo para o tiroteio passar, para sair de casa e ir para a escola, porém foi atingindo por um tiro no peito no ponto de ônibus.
Gabriel era um jovem negro, pobre e morador de favela, que teve sua vida arrancada por essa política mascarada de guerra as drogas com operações policiais dentro das favelas, que é a principal causa das violências e assassinatos cometidos pela polícia de Witzel. Dona Rosimar, mãe de Gabriel expressou em entrevista logo depois da morte de seu filho que Gabriel era carinhoso, estudioso, apaixonado por esportes e sonhava mudar de vida.
Notícias como essa só escancaram a exposição de crianças e jovens negros à violência, e mostram que uma medida precisa ser tomada urgentemente, o governo não pode mais ignorar a existência desses problemas.
Na quinta-feira 08/08, a polícia fez uma operação militar no morro do Borel pela manhã. Era pra ser mais um dia de ida a escola, mas foi marcado pela violência policial tirando a vida de um jovem cheio de sonhos. Gabriel 18 anos, acordou na quinta-feira (8) com tiros, era uma operação no morro onde morava, esperou um tempo para o tiroteio passar, para sair de casa e ir para a escola, porém foi atingindo por um tiro no peito no ponto de ônibus.
Gabriel era um jovem negro, pobre e morador de favela, que teve sua vida arrancada por essa política mascarada de guerra as drogas com operações policiais dentro das favelas, que é a principal causa das violências e assassinatos cometidos pela polícia de Witzel. Dona Rosimar, mãe de Gabriel expressou em entrevista logo depois da morte de seu filho que Gabriel era carinhoso, estudioso, apaixonado por esportes e sonhava mudar de vida.
Notícias como essa só escancaram a exposição de crianças e jovens negros à violência, e mostram que uma medida precisa ser tomada urgentemente, o governo não pode mais ignorar a existência desses problemas.
A escravidão deixou resquícios de exclusão e desigualdade racial em nossa sociedade, o que impulsiona o genocídio da população negra em massa.
Os dados mostram que as principais vítimas de assassinatos no Brasil são os negros. Por dia, são 63 assassinatos de jovens negros no Brasil, totalizando 23 mil mortes por ano.
Diariamente são centenas de assassinatos sem justificativa plausível, tiros dados sem resposta. Mães de jovens negros moradores de favelas no Rio de Janeiro estão cada vez mais angustiadas, com um medo enorme de perder seus filhos.
Se torna cada vez mais comum ler notícias sobre mortes supostamente acidentais durante as operações militares, onde morrem até mesmo crianças.
Já há alguns anos que a população negra vem promovendo manifestações com o slogan ‘parem de nos matar’. Alguns vêm se organizando em movimentos como o ‘Vidas Negras Importam’, inspirado no movimento americano ‘Black Lives Matter’.
Diariamente são centenas de assassinatos sem justificativa plausível, tiros dados sem resposta. Mães de jovens negros moradores de favelas no Rio de Janeiro estão cada vez mais angustiadas, com um medo enorme de perder seus filhos.
Se torna cada vez mais comum ler notícias sobre mortes supostamente acidentais durante as operações militares, onde morrem até mesmo crianças.
Já há alguns anos que a população negra vem promovendo manifestações com o slogan ‘parem de nos matar’. Alguns vêm se organizando em movimentos como o ‘Vidas Negras Importam’, inspirado no movimento americano ‘Black Lives Matter’.
O movimento "Diretas Já" na luta pela democracia
Em uma democracia os cidadãos têm direito de participação igualitária nas decisões do Estado, ou seja, existe a participação ativa das pessoas nas decisões políticas do país.
A democracia no Brasil é marcada por alguns acontecimentos importantes. No final do período da ditadura militar (1964-1985) o movimento das "Diretas Já" lutava pela volta das eleições diretas no país, que aconteceu em 1989 com a eleição direta para presidente da República.
Em março de 1983, o deputado federal Dante de Oliveira, representante do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), apresentou ao Congresso um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) que colocaria fim ao Colégio Eleitoral e restabeleceria as eleições diretas para presidente, marcadas para ocorrer em 1985. Para ser aprovada, a emenda dependia da aprovação de dois terços dos congressistas.
No dia 25 de janeiro, cerca de 200 mil pessoas se reuniram na Praça da Sé, em São Paulo, para apoiar um comício organizado por líderes oposicionista em nome das Diretas. Lula, Ulysses Guimarães, Brizola e Franco Montoro compareceram. Em fevereiro, dez mil pessoas compareceram às ruas de Macapá para manifestar seu apoio ao movimento. Ainda esse mês, 40 mil e 60 mil pessoas marcharam pelas ruas do Rio de Janeiro e de Belém respectivamente. Em março, multidões lotaram novamente as ruas do Rio de Janeiro, enquanto o Comitê Nacional Pró-Diretas marcava uma manifestação gigantesca para ocorrer em Brasília na votação da emenda. O governo militar anunciou que conteria a manifestação com “medidas de segurança” e que censuraria a imprensa durante a votação da emenda.
No dia 25 de abril de 1984, foi dado início à sessão da Câmara dos Deputados responsável por votar a emenda Dante de Oliveira. A Câmara dos deputados foi tomada por artistas e intelectuais, a população organizou “buzinaços” e “panelaços” e multidões lotaram galerias do Congresso.
Depois do fim da ditadura a promulgação da Constituição Federal de 1988 é outro marco importante na história da democracia do país.
A Constituição ficou conhecida como "Constituição cidadã" justamente por garantir direitos que são essenciais para a democracia, como a proteção aos direitos fundamentais, a promoção de mais igualdade social, o direito ao voto de todos os cidadãos e a liberdade de expressão.
Manifestações "Fora Temer"
Os protestos de junho de 2013 reacenderam a vontade de muitos brasileiros em sair às ruas para reivindicar seus direitos, e levou às ruas quem nunca havia se manifestado – na sua maioria, jovens. A partir do dia 1º de setembro, quando Michel Temer assumiu definitivamente a Presidência da República, até 2018, as ruas foram preenchidas, novamente, com o povo.
Em São Paulo, os “atos” – como são chamadas essas manifestações – aconteceram todos os dias desde que Temer assumiu o governo. No aniversário da independência brasileira, 100 mil pessoas foram às ruas em Salvador. Nas demais capitais, somam-se dezenas de atos durante a semana. Nos protestos, os gritos de “Fora Temer” ou “Temer Golpista” são estridentes. Mas canta-se também: “Temer machista, cadê nossas ministras?” ou “Se empurrar o Temer cai”. Fato é que as razões que levam a população às ruas são muitas e diversas – isso porque não são apenas grupos fechados, de movimentos sociais ou ideologias definidas.
Vão às ruas estudantes, jovens, trabalhadores, professores; pessoas que têm seus motivos para estar ali.
Militantes de diversos movimentos aderiram ao protesto contra o presidente alegando que o impeachment da até então presidente Dilma Rousseff teria sido um golpe de estado, além de não concordarem com as mudanças e cortes que Temer propunha.
Vão às ruas estudantes, jovens, trabalhadores, professores; pessoas que têm seus motivos para estar ali.
Militantes de diversos movimentos aderiram ao protesto contra o presidente alegando que o impeachment da até então presidente Dilma Rousseff teria sido um golpe de estado, além de não concordarem com as mudanças e cortes que Temer propunha.
Marcha Mundial das mulheres
A Marcha Mundial das Mulheres, movimento feminista que atua globalmente desde 2000, realiza em São Paulo (SP) o seminário “Resistência e Reconstrução de Movimento: confrontando o neoliberalismo desde a economia feminista e os comuns”. O encontro, que acontece entre os dias 17 e 19 de junho, reúne 30 lideranças de países das Américas, Europa, África, Ásia e Oriente Médio, mais dezenas de outras ativistas.
Um dos objetivos do evento é a discussão em torno do conservadorismo como uma tendência do capitalismo global e como isso afeta o avanço de pautas ligadas aos direitos das mulheres.
O evento terá a presença de lideranças feministas do Brasil, Moçambique, Honduras, Curdistão, Estados Unidos, México, Guatemala, Uruguai, Chile, Argentina, Quênia, Costa do Marfim, Tunísia, Filipinas, Paquistão e Turquia, que trarão suas experiências locais para reflexão.
Luta de classes
Uma passeata foi realizada na manhã do dia 18 de julho em Brasília (DF). Com diversos setores do funcionalismo público, além de estudantes e até metalúrgicos presentes em solidariedade à luta da categoria, em greve unificada há um mês. Além da marcha, que reuniu cerca de 10 mil pessoas, um grande acampamento montado na Esplanada dos Ministérios concentra cinco mil servidores.
Durante a caminhada, dirigentes sindicais se alternavam nos discursos em frente aos prédios públicos por onde passavam, como o Palácio do Planalto. Chegou a bloquear as seis faixas na Esplanada dos Ministérios, no trecho entre a Catedral até o Congresso Nacional, e interditou o outro lado do Eixo Monumental. Os manifestantes pararam em frente ao Ministério do Planejamento para mandar seu recado à ministra Miriam Belchior.
Os servidores da Fasubra exigem reestruturação da carreira com aumento do piso de R$ 1.037 para R$ 1.866, reajuste salarial, e step (intervalo entre as carreiras) de 5%, entre outros pontos. Desde a manhã desta quarta, 910 servidores da Fasubra se juntaram ao Acampamento da Greve.
Entre os presentes também estavam estudantes em greve nas universidades de todo país e representantes do movimento estudantil como a presidenta Manuela Braga, da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e Daniel Iliescu, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE).
A educação precária no Brasil
O deputado estadual Georgeo Passos, Cidadania, visitou escolas da rede pública estadual que estão instaladas na cidade de São Cristóvão. E o parlamentar ficou preocupado com o que encontrou nessas fiscalizações: falta de profissionais e estrutura precária para atender os milhares de alunos que saem de casa todos os dias com o intuito de aprender.
Foram visitadas as escolas estaduais Professora Glorita Portugal, no Eduardo Gomes, Senador Paulo Sarazarte e Padre Gaspar Lourenço, na sede do município. Em todas, o cenário era de salas de aulas com quadros e cadeiras mal cuidadas, além da falta de profissionais. “Falta o básico”, revela Georgeo Passos.
“Nessas visitas, ficou claro que as escolas do Estado estão passando por um momento ruim em relação a sua estrutura, mas também estão sofrendo com a falta de servidores. Sabemos da grande deficiência do quadro de apoio. Faltam pessoas para fazer a limpeza e a merenda. E isso acontece em vários colégios da rede estadual”, garantiu o parlamentar.
E isso afeta a rotina dos estudantes. No dia em que o deputado realizou a visita, os alunos não receberam alimentação na Escola Glorita Portugal. Não por falta de comida, mas por que a merendeira não comparece ao trabalho há vários dias, deixando mais de 400 alunos do turno da manhã sem o direito de comer.
Há muitos desafios a serem enfrentados na Educação brasileira em 2019. Posicionado entre os 10 países mais desiguais do mundo, o Brasil possui quase 12 milhões de analfabetos e mais da metade dos adultos entre 25 e 64 anos não concluíram o Ensino Médio. São quase dois milhões de crianças e jovens de 4 a 17 anos fora da escola e 6,8 milhões de crianças de 0 a 3 anos sem vaga em creche.
Os dados mostram que há sérios problemas com a alfabetização na idade certa, as crianças e jovens não aprendem o que é esperado, a evasão escolar no ensino médio é grave e não há um projeto estruturado para a formação e a carreira docente. Esse cenário crítico é fruto de décadas de descaso, em um país que nunca colocou a Educação entre as prioridades da agenda política nacional. Esse é o legado que fica para 2019 e que o novo governo tem o desafio de modificar.
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